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"Este blog é um trabalho dedicado a todos aqueles que participam da Educação e se dedicam a ensinar e aprender."

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Canetas Vermelhas







Revista Nova  Escola (2001), intitulado Avaliação nota 10, consta “[...] cuidado porém, com o uso da caneta vermelha. Especialistas argumentam que ela pode constranger a garotada. Da mesma forma, encher o trabalho de anotações pode significar desrespeito."

Especialistas que se sentam em mesas redondas para discutir o trauma causado pela correção de provas e cadernos com canetas na cor vermelha. E isso, acreditem, está sendo doutrinado nas faculdades de pedagogia por aí a fora. 
Concordo plenamente com a Educação Inclusiva, e suas teorias sobre evitar ao máximo a perca de interesse de nossos alunos pela escola. E que as "notas vermelhas" que estavam nos boletins, causavam baixa estima em uma parcela dos alunos. Mas, eu me pergunto: qual a necessidade de abrir discussão sobre se se deve ou não corrigir provas com canetas na cor vermelha? Matematicamente falando, o valor numérico de um 4,0 não muda se ele for escrito de vermelho, amarelo, azul ou rosa.
O que particularmente me deixa indignada é essa preocupação excessiva em não causar trauma, a política inclusiva que exclui o direito de errar, de não saber. O aluno traumatizado aqui é aquele que chega na escola e não tem uma carteira confortável para sentar, que não possui professores qualificados o suficiente para ensinar, escolas precárias sem estrutura física alguma, o aluno é traumatizado pela queda de braço entre interesses pessoais de maus políticos e gestores que super faturam o valor da merenda escolar servindo comida estragada.
Em um país como o nosso, o Brasil, que tantas carências são latentes, se dar o direito de, professores, especialistas, mestres e doutores muitos formados as custas do Estado, sentarem-se em uma mesa e escrever sobre os traumas de uma caneta vermelha na correção de provas é a prova real que muitos de nossos teóricos não estão nem um pouco preocupados com nossos problemas reais, e que é muito mais fácil falar em bobagens pouco importantes do que sugerir uma reforma curricular por exemplo.
Não podemos esquecer, e reforço aqui ainda mais, a função da escola: formar cidadãos, participativos na sociedade. Se perguntem se na "vida real" este meu aluno não será reprovado em um teste, se este meu aluno não sofrerá entrevistas mal sucedidas, concursos por vagas limitadas que têm concorrências muitas vezes injustas. O mundo imaginário por trás dos muros da escola não evitarão a baixa estima no futuro, o que de fato muda a auto estima de um aluno é a confiança no seu aprendizado, é o conjunto de experiências (positivas e negativas) que ele acumulou na idade escolar.

Discussões sobre a caneta usada em correções de provas realmente são uma piada de muito mau gosto dentro do cenário caótico da Educação no Brasil.

Como dizem meus amigos das redes sociais: # Fica a Dica.

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